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Aleitamento materno leva bebê a ter QI mais alto quando adulto

Os bebês que são amamentados no peito por até nove meses podem se tornar adultos mais espertos, sugere um novo estudo. Os resultados reforçam os achados de um número crescente de pesquisas que associam a amamentação ao desenvolvimento intelectual no começo e no meio da infância. No entanto, esse é o primeiro estudo a demonstrar uma ligação entre o aleitamento materno e a inteligência em adultos, disse Erik Lykke Mortensen, o coordenador do trabalho.

Não ficou claro por que os bebês amamentados apresentam QI mais elevado quando adultos. Para tentar explicar esse dado, a equipe de Mortensen levanta a hipótese de que o leite materno contenha nutrientes benéficos não encontrados no leite em pó nem no leite de vaca. O leite materno contém ácido docosahexanóico (DHA) e ácido araquidônico (AA) - ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa que parecem reforçar o desenvolvimento cerebral, de acordo com estudos anteriores. Recentemente, esses nutrientes foram adicionados a alguns tipos de leite em pó vendidos nos Estados Unidos.

Os vínculos físico e psicológico criados entre a mãe e a criança durante a amamentação também poderiam contribuir para estimular o desenvolvimento cerebral. Além disso, fatores ambientais não-identificados também podem atuar nesse processo. Os pesquisadores sugerem, por exemplo, que a quantidade de tempo que uma mulher gasta amamentando o filho possa servir como indicador do tempo e da energia que ela investe na educação da criança.

"Concluímos que esses três fatores podem contribuir", disse Mortensen, que é da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. "São necessárias mais pesquisas para esclarecer qual fator é mais importante para explicar a associação entre a duração da amamentação e a inteligência de adultos." No trabalho, publicado na edição de 8 de maio do Journal of the American Medical Association, Mortensen e colaboradores da Universidade de Indiana, em Bloomington, revisaram os resultados de dois testes de inteligência aplicados a adultos com idades entre 19 e 27 anos.

Os resultados dos testes variaram proporcionalmente à duração da amamentação, que foi de até nove meses, e foram independentes da situação social e do nível de escolaridade dos pais, do ganho de peso da mãe durante a gestação, do peso da criança ao nascer e de outros fatores que poderiam afetar o desenvolvimento cognitivo, demonstrou o estudo. A amamentação por um período mais longo foi mais comum entre as mães mais velhas, com nível de escolaridade maior e melhor situação social. Isso também foi observado entre as crianças que nasceram mais pesadas e com comprimento maior, segundo o estudo. Mulheres solteiras e fumantes foram menos propensas a amamentar por longos períodos.

"Esses resultados indicam que a amamentação pode ter efeitos positivos de longo prazo sobre o desenvolvimento cognitivo e intelectual", concluíram os autores. "Os nutrientes do leite materno, os fatores comportamentais e os associados à escolha do método de aleitamento podem contribuir para a associação positiva."



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